Digo que sim, digo que não, dou minha desculpa qualquer, e volto pra minha existência problemática e constantemente frustrada.
Se pode ser sim, eu quero não, se pode ser não, eu quero sim. Sou a versão humanizada do Rum Tum Tugger de Cats, mas não, eu não tenho aquele cinto maravilhoso. Eu vivo em conflito interno. Eu animo e desisto pra fazer a mesma coisa 30 vezes em menos de 2 minutos. O lado direito do meu cérebro me dá cem motivos pra fazer algo, o esquerdo me dá cem motivos pra eu não fazer... Eu sempre quis viver mais simples. Decidir e manter minha decisão. Firme. Sólida.
Não é assim que a banda toca... Vivo em metamorfose, e por mais que eu tente não transparecer nada do caos que é dentro da minha cabeça, o mínimo que dá pra ver já é maluco o bastante pra maioria das pessoas insistir que eu visite um psicólogo periodicamente.
As pessoas muito resolvidas me irritam. Sinto uma profunda e sincera inveja de todas elas. Quase entro em colapso tentando decidir o que usar pra sair... e escolher uma faculdade?! Um carro?! Há!
Eu dou minhas desculpas.... Que é coisa de mulher... É coisa de artista... É coisa de doido... Mas no fundo, eu gosto do complicado. Quando é fácil demais, eu acabo me entediando. Algumas pessoas adoram que as coisas caiam em suas mãos. Eu prefiro correr três quarteirões atrás da coisa enquanto ela tenta me impedir de todas as formas que pode.
Eu curto o difícil, o caos, a complexidade de ser assim.
Eu até me afeiçoei aos tais problemas...
Devaneios, poemas ruins e mais besteiras catalogadas pra eu poder passar vergonha daqui uns 10 anos.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Te amo, não te amo. Amo. Não te amo mais.
O suor, o cheiro, a saudade que gruda nas minhas roupas e não sai mais. As cores desbotadas da parede, e o sol que me engana todo dia me fazendo acreditar que tudo vai mudar. Os lençóis sujos, as janelas fechadas, a porta entreaberta e as meias sem par, que nem eu, mostram que vai tudo ficar na merda.
O desejo não vai passar, a vontade não vai sumir, a dor não vai sanar, e nada no mundo vai me devolver os segundos preciosos que eu gastei chorando tua saudade. Não vê que é pecado?! Tratar tão mal quem lhe quer bem?! E quando termina dá o riso final. Fica com a última palavra e a dignidade intacta. É tão difícil enxergar minha dor? Porque eu sinto! Ah, eu sinto... Ela é palpável como qualquer outra coisa. E está presente todo santo dia, como um fardo que eu carrego por saber amar. E oscilo entre amor e ódio como quem oscila entre sono e tédio. E me desfaço em lágrimas de raiva, pra em minutos chorar de amor. Não consigo entender porque continuo assim, mas continuo. Na esperança de que um dia qualquer você acorde, tome seu café, e enquanto escova seus dentes olhe fundo nos seus olhos e se lembre de mim. Do meu sorriso, do meu cabelo, dos meus olhos, da minha voz... Que inebrie-se, e jogue água no rosto pra espantar meu fantasma. E que, como eu faço todas as manhãs, sinta uma urgência de mim.
Sinceramente? Eu quero que você morra, que sofra bem mais que eu! Será que ele quer voltar?! Será que ainda vou ter paz?!
Te amo.
Não te amo.
Amo!
Não te amo mais....
O desejo não vai passar, a vontade não vai sumir, a dor não vai sanar, e nada no mundo vai me devolver os segundos preciosos que eu gastei chorando tua saudade. Não vê que é pecado?! Tratar tão mal quem lhe quer bem?! E quando termina dá o riso final. Fica com a última palavra e a dignidade intacta. É tão difícil enxergar minha dor? Porque eu sinto! Ah, eu sinto... Ela é palpável como qualquer outra coisa. E está presente todo santo dia, como um fardo que eu carrego por saber amar. E oscilo entre amor e ódio como quem oscila entre sono e tédio. E me desfaço em lágrimas de raiva, pra em minutos chorar de amor. Não consigo entender porque continuo assim, mas continuo. Na esperança de que um dia qualquer você acorde, tome seu café, e enquanto escova seus dentes olhe fundo nos seus olhos e se lembre de mim. Do meu sorriso, do meu cabelo, dos meus olhos, da minha voz... Que inebrie-se, e jogue água no rosto pra espantar meu fantasma. E que, como eu faço todas as manhãs, sinta uma urgência de mim.
Sinceramente? Eu quero que você morra, que sofra bem mais que eu! Será que ele quer voltar?! Será que ainda vou ter paz?!
Te amo.
Não te amo.
Amo!
Não te amo mais....
quinta-feira, 9 de junho de 2011
- Eu acho que não te amo.
- Hein?
- Eu acho que não te amo!
- Mas, depois de tanto tempo… Você não poderia ter percebido isso antes?
- Poder, poderia… Mas me arrependeria e voltaria pra você. Mesmo sem te amar.
- Acho que cada um tem seu tempo…
- Tempo de quê?
- De descobrir quem ama.
- Ah. E você, me ama?
- Você vai me perguntar isso depois de eu ter ouvido que você não gosta mais de mim?
- É. Então, ama?
- Amo… E nós dois?
- O que tem nós dois?
- Como é que fica?As lembranças, os presentes, as marcas na pele, nas paredes, na alma... Como fica isso tudo?
- A gente apaga. Nada disso importa. O importante é o amor, e o amor morreu.
- Tem alguma coisa que possa te fazer mudar de ideia?
- Acho que não…
- Nem se eu disser que te amo?
- Mas você já disse.
- Não importa. Digo de novo. Se te fizer ficar…
- Mas eu não posso.
- Porque?
- Eu acho que não te amo.
- Acha?
- É, acho.
- Então você jogaria tudo que vivemos fora por que acha que não me ama mais?
- Eu não estou jogando tudo fora. Jogar tudo fora é esquecer, e eu não vou esquecer só porque não te amo mais.
- Só porque acha que não me ama mais. E quem pára de amar, esquece.
- Esquece?
- Aham. Você vai me esquecer?
- Eu acho que não… Ei, eu acho que ainda te amo.
- Acha?
- Acho.
- Então… vai ficar?
- Vou.
- Hein?
- Eu acho que não te amo!
- Mas, depois de tanto tempo… Você não poderia ter percebido isso antes?
- Poder, poderia… Mas me arrependeria e voltaria pra você. Mesmo sem te amar.
- Acho que cada um tem seu tempo…
- Tempo de quê?
- De descobrir quem ama.
- Ah. E você, me ama?
- Você vai me perguntar isso depois de eu ter ouvido que você não gosta mais de mim?
- É. Então, ama?
- Amo… E nós dois?
- O que tem nós dois?
- Como é que fica?As lembranças, os presentes, as marcas na pele, nas paredes, na alma... Como fica isso tudo?
- A gente apaga. Nada disso importa. O importante é o amor, e o amor morreu.
- Tem alguma coisa que possa te fazer mudar de ideia?
- Acho que não…
- Nem se eu disser que te amo?
- Mas você já disse.
- Não importa. Digo de novo. Se te fizer ficar…
- Mas eu não posso.
- Porque?
- Eu acho que não te amo.
- Acha?
- É, acho.
- Então você jogaria tudo que vivemos fora por que acha que não me ama mais?
- Eu não estou jogando tudo fora. Jogar tudo fora é esquecer, e eu não vou esquecer só porque não te amo mais.
- Só porque acha que não me ama mais. E quem pára de amar, esquece.
- Esquece?
- Aham. Você vai me esquecer?
- Eu acho que não… Ei, eu acho que ainda te amo.
- Acha?
- Acho.
- Então… vai ficar?
- Vou.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Eu olhava pros bobos da TV e me ria sozinha. Gargalhava da empregada, quando deslizava sonhadora pelo corredor, cantando bobeiras de amor e de paixão. O amor sempre fora bem vindo, mas nunca parecia ficar por muito tempo. Paixões, casos, beijos, abraços e os passos que sempre me levavam embora. Eu não quis que acontecesse. Aquele frio na barriga, aquela sensação de vazio, aquela dor que a falta fazia, e faz. E me recriminava na frente do espelho.
"Tu! Que juraste nunca entregar seu coração. Que prometeu ser dona do próprio nariz! E agora, mulher?! Que tu vais fazer com tua vida? Agora não é mais dona de si, se vendeu por pouco. Por um abraço numa noite fria, deu teu corpo e alma. Tu! Que se jurou tão independente, tão confiante da tua vontade própria. E agora, mulher? E agora?!"
Mas nem meu próprio reflexo consegue mostrar a vergonha que tenho por me sentir tão vulnerável, tão fraca. Não pertenço a mim mesma, mas a você. Aos teus braços que não querem me abraçar, a tua boca que não me beija, aos teus passos, que não te trazem pra mim.
Sinto inveja, sim. Sinto do segurar das mãos até as juras de amor segredadas debaixo de uma noite cheia de estrelas. Sinto inveja de quem pode te segurar. Sinto inveja de quem te tem enrolado nos dedos, como eu quero ter.
Interprete isso tudo como quiser.
Como uma reclamação de alguém que cansou de sofrer.
Como um término, um ponto final, uma forma de me desprender de você.
Ou até como uma forma de extravazar esses sentimentos confusos e malditos que você me causa.
Mas como seu ego consegue ser maior que você, interprete como uma carta pra você. Um jeito de finalmente soltar; estou apaixonada! É em você que penso a noite antes de dormir, na fila do banco, na rua, nas praças. Que faz me passar papel de boba quando passa. E me tortura a alma sem escrúpulos.
Eu te amo. Imbecil.
"Tu! Que juraste nunca entregar seu coração. Que prometeu ser dona do próprio nariz! E agora, mulher?! Que tu vais fazer com tua vida? Agora não é mais dona de si, se vendeu por pouco. Por um abraço numa noite fria, deu teu corpo e alma. Tu! Que se jurou tão independente, tão confiante da tua vontade própria. E agora, mulher? E agora?!"
Mas nem meu próprio reflexo consegue mostrar a vergonha que tenho por me sentir tão vulnerável, tão fraca. Não pertenço a mim mesma, mas a você. Aos teus braços que não querem me abraçar, a tua boca que não me beija, aos teus passos, que não te trazem pra mim.
Sinto inveja, sim. Sinto do segurar das mãos até as juras de amor segredadas debaixo de uma noite cheia de estrelas. Sinto inveja de quem pode te segurar. Sinto inveja de quem te tem enrolado nos dedos, como eu quero ter.
Interprete isso tudo como quiser.
Como uma reclamação de alguém que cansou de sofrer.
Como um término, um ponto final, uma forma de me desprender de você.
Ou até como uma forma de extravazar esses sentimentos confusos e malditos que você me causa.
Mas como seu ego consegue ser maior que você, interprete como uma carta pra você. Um jeito de finalmente soltar; estou apaixonada! É em você que penso a noite antes de dormir, na fila do banco, na rua, nas praças. Que faz me passar papel de boba quando passa. E me tortura a alma sem escrúpulos.
Eu te amo. Imbecil.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Rotina.
Você acorda. Toma seu café, fuma seu primeiro cigarro, se olha no espelho, e se arrepende das decisões mal tomadas. Você corre pro trabalho, o mesmo emprego sem fim que faz você se empenhar ao máximo sem realizar nada, de fato. Pega o metrô lotado e fica encarando as pessoas absortas nos seus livros, nas suas vidas vazias, nas paredes, e nas outras pessoas. Seu olhar não se prende. Você perdeu a capacidade de se impressionar com o exterior de qualquer um. Chega atrasado, leva bronca do chefe, até aí nada diferente. Senta na sua mesa e começa a trabalhar. Perde a conta de quantos relatórios, quantos telefonemas, quantas xícaras de café, quantos minutos, segundos perdidos em uma existência enfadonha. Você vira e se pergunta quando foi que você começou a viver pra pagar o aluguel. Almoça sozinho. Os colegas cansaram de tentar te incluir. Você cansou de fingir que gosta deles. Mais trabalho, mais relatórios, mais xícaras de café, mais minutos, mais segundos, menos tempo de existência enfadonha. O expediente acaba. As luzes da cidade se acendem, você não consegue notar a diferença entre a luz do dia e a luz dos postes. O mesmo metrô de volta pra casa, as mesmas pessoas absortas. Abre a porta de casa, e a da geladeira quase em seguida. Nada na TV, nada no rádio, pensa em sair... nada lhe vem a mente. Não se preocupa em se preocupar, afinal não teria com quem sair. Não gosta das outras pessoas tanto quanto as outras pessoas não gostam de você. Toma um banho gelado, as sensações de dor e vazio lavadas pela água fria, mas não por muito tempo. Abre a janela e se deita na cama. Ouve os barulhos de música, passos, risadas na rua. Quer levantar e viver, mas o peso da idade o mantem grudado no colchão. Seus dedos apertam com força o maço de cigarros e pensa em escrever. Viver sozinho dá muito tempo pra pensar. As ideias são claras em sua mente, mas não há ninguém pra ouvir. Quer conversar sobre política, sobre música, sobre a vida... Quando começa a pensar em viver, adormece em um sono sem sonhos. Os braços de morfeu te acolhem como nada mais acolheria.
Você acorda. Toma seu café, fuma seu primeiro cigarro...
Você acorda. Toma seu café, fuma seu primeiro cigarro...
sábado, 7 de maio de 2011
Sabe o que me irrita?
O gosto de whisky na sua boca quando você me beija.
O cheiro de cigarro que você deixa nas minhas roupas.
A sensação da sua jaqueta jeans suja quando me abraça.
A visão dos teus braços trêmulos me segurando em alguma madrugada.
Você murmurando alguma melodia do Led Zeppelin no meu ouvido.
E o fato de que nem todos os sentidos do mundo conseguem traduzir o que você faz com o meu maldito coração.
O gosto de whisky na sua boca quando você me beija.
O cheiro de cigarro que você deixa nas minhas roupas.
A sensação da sua jaqueta jeans suja quando me abraça.
A visão dos teus braços trêmulos me segurando em alguma madrugada.
Você murmurando alguma melodia do Led Zeppelin no meu ouvido.
E o fato de que nem todos os sentidos do mundo conseguem traduzir o que você faz com o meu maldito coração.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Sempre gostei de viver sozinha.
Não gosto de bagunça, não gosto de companhia, a solidão sempre me serviu muito bem. Nunca me incomodei em ficar sozinha no meio de casais, nem de não ter alguém de vez em quando pra segurar minha mão. Sempre gostei de ser independente.
Mas do nada me veio dando uma inveja do segurar das mãos, dos beijos, dos abraços. Dos carinhos, da intimidade, da simples sensação de saber que se tem alguém...
Não vou mentir, já tentei amar. Tentei tanto que acabei com um coração mais retardado que o normal. De qualquer jeito desisti.
Sempre senti algo errado no segurar das mãos, nos abraços, naquela segurança que me passam no calor dos seus abraços.
Porque os amores vão e vem e no final nada sobra, além da dor que eles deixam quando dizem adeus.
Já sei que escolho demais.
É pouco amor, é amor demais, é um andar engraçado, um sorriso sem graça nenhuma, e no final... acabo sozinha.
Nas noites quentes de verão não tem ninguém pra dividir o ventilador e o pote de sorvete de madrugada. Assisto aos filmes e compartilho com o espelho todas as minhas visões de crítica amadora. Danço sozinha ao som das músicas que foram feitas pra dois. Não tenho uma mão pra segurar, um beijo pra sentir, um abraço pra acalmar, um ombro pra chorar... Fui feita assim. Só, eu. Sozinha. Só eu.
Posso até reclamar, mas acho que a solidão é a única que sabe me acompanhar direito.
Mas do nada me veio dando uma inveja do segurar das mãos, dos beijos, dos abraços. Dos carinhos, da intimidade, da simples sensação de saber que se tem alguém...
Não vou mentir, já tentei amar. Tentei tanto que acabei com um coração mais retardado que o normal. De qualquer jeito desisti.
Sempre senti algo errado no segurar das mãos, nos abraços, naquela segurança que me passam no calor dos seus abraços.
Porque os amores vão e vem e no final nada sobra, além da dor que eles deixam quando dizem adeus.
Já sei que escolho demais.
É pouco amor, é amor demais, é um andar engraçado, um sorriso sem graça nenhuma, e no final... acabo sozinha.
Nas noites quentes de verão não tem ninguém pra dividir o ventilador e o pote de sorvete de madrugada. Assisto aos filmes e compartilho com o espelho todas as minhas visões de crítica amadora. Danço sozinha ao som das músicas que foram feitas pra dois. Não tenho uma mão pra segurar, um beijo pra sentir, um abraço pra acalmar, um ombro pra chorar... Fui feita assim. Só, eu. Sozinha. Só eu.
Posso até reclamar, mas acho que a solidão é a única que sabe me acompanhar direito.
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