Analisando o contexto no qual fui brutalmente inserida há 17 anos, cheguei a conclusão que sou de uma espécie diferente ou de uma raça alienígena (contra a qual vocês humanos não tem chance nenhuma, há!).
Não é nada tão dramático... Nem tão assustador, pra falar a verdade. Mas eu sou, digamos... diferente.
Tenho preguiça de maquiagem, pinto cada unha de uma cor (não, não gosto de restart), ouço Rock'n Roll, arroto, peido, falo palavrão e de sexo como quem fala do tempo. Gosto de preto, não sei comprar roupa, não falo mal dos outros, caminho pra desestressar e não pra ficar gostosa. Meu padrão de beleza pesa quase 100kg, tenho preguiça de comédia romântica, adoro video-game e histórias em quadrinho. Provavelmente consigo citar mais quotes de Ghostbusters que qualquer pessoa nesse hemisfério do planeta, rio de piadas sujas, fiz as unhas duas vezes em toda a minha vida, corto o cabelo uma vez por ano, deixo ele secar sem pentear, amo andar descalça e subir em árvores. Bebo cerveja na garrafa, não vou reclamar quando você não ligar, afinal, eu não lembraria de ligar. Vou sorrir com qualquer presente, não vou reclamar das suas manias, nem quando você me trocar pelo futebol. Sou meio problemática e gosto mais de animais do que de pessoas (ainda é melhor que gostar mais de roupas do que de pessoas, ok?), e não tenho ideia de qual o nome da novela das 9.
Esses outros seres de plástico movidos a compras e a fofocas que gastam 50% de uma vida atrás do jeans perfeito não me passam como meus semelhantes. Sinto.
E eu que sou a louca...