Você acorda. Toma seu café, fuma seu primeiro cigarro, se olha no espelho, e se arrepende das decisões mal tomadas. Você corre pro trabalho, o mesmo emprego sem fim que faz você se empenhar ao máximo sem realizar nada, de fato. Pega o metrô lotado e fica encarando as pessoas absortas nos seus livros, nas suas vidas vazias, nas paredes, e nas outras pessoas. Seu olhar não se prende. Você perdeu a capacidade de se impressionar com o exterior de qualquer um. Chega atrasado, leva bronca do chefe, até aí nada diferente. Senta na sua mesa e começa a trabalhar. Perde a conta de quantos relatórios, quantos telefonemas, quantas xícaras de café, quantos minutos, segundos perdidos em uma existência enfadonha. Você vira e se pergunta quando foi que você começou a viver pra pagar o aluguel. Almoça sozinho. Os colegas cansaram de tentar te incluir. Você cansou de fingir que gosta deles. Mais trabalho, mais relatórios, mais xícaras de café, mais minutos, mais segundos, menos tempo de existência enfadonha. O expediente acaba. As luzes da cidade se acendem, você não consegue notar a diferença entre a luz do dia e a luz dos postes. O mesmo metrô de volta pra casa, as mesmas pessoas absortas. Abre a porta de casa, e a da geladeira quase em seguida. Nada na TV, nada no rádio, pensa em sair... nada lhe vem a mente. Não se preocupa em se preocupar, afinal não teria com quem sair. Não gosta das outras pessoas tanto quanto as outras pessoas não gostam de você. Toma um banho gelado, as sensações de dor e vazio lavadas pela água fria, mas não por muito tempo. Abre a janela e se deita na cama. Ouve os barulhos de música, passos, risadas na rua. Quer levantar e viver, mas o peso da idade o mantem grudado no colchão. Seus dedos apertam com força o maço de cigarros e pensa em escrever. Viver sozinho dá muito tempo pra pensar. As ideias são claras em sua mente, mas não há ninguém pra ouvir. Quer conversar sobre política, sobre música, sobre a vida... Quando começa a pensar em viver, adormece em um sono sem sonhos. Os braços de morfeu te acolhem como nada mais acolheria.
Você acorda. Toma seu café, fuma seu primeiro cigarro...
Devaneios, poemas ruins e mais besteiras catalogadas pra eu poder passar vergonha daqui uns 10 anos.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
Sabe o que me irrita?
O gosto de whisky na sua boca quando você me beija.
O cheiro de cigarro que você deixa nas minhas roupas.
A sensação da sua jaqueta jeans suja quando me abraça.
A visão dos teus braços trêmulos me segurando em alguma madrugada.
Você murmurando alguma melodia do Led Zeppelin no meu ouvido.
E o fato de que nem todos os sentidos do mundo conseguem traduzir o que você faz com o meu maldito coração.
O gosto de whisky na sua boca quando você me beija.
O cheiro de cigarro que você deixa nas minhas roupas.
A sensação da sua jaqueta jeans suja quando me abraça.
A visão dos teus braços trêmulos me segurando em alguma madrugada.
Você murmurando alguma melodia do Led Zeppelin no meu ouvido.
E o fato de que nem todos os sentidos do mundo conseguem traduzir o que você faz com o meu maldito coração.
Assinar:
Postagens (Atom)