Digo que sim, digo que não, dou minha desculpa qualquer, e volto pra minha existência problemática e constantemente frustrada.
Se pode ser sim, eu quero não, se pode ser não, eu quero sim. Sou a versão humanizada do Rum Tum Tugger de Cats, mas não, eu não tenho aquele cinto maravilhoso. Eu vivo em conflito interno. Eu animo e desisto pra fazer a mesma coisa 30 vezes em menos de 2 minutos. O lado direito do meu cérebro me dá cem motivos pra fazer algo, o esquerdo me dá cem motivos pra eu não fazer... Eu sempre quis viver mais simples. Decidir e manter minha decisão. Firme. Sólida.
Não é assim que a banda toca... Vivo em metamorfose, e por mais que eu tente não transparecer nada do caos que é dentro da minha cabeça, o mínimo que dá pra ver já é maluco o bastante pra maioria das pessoas insistir que eu visite um psicólogo periodicamente.
As pessoas muito resolvidas me irritam. Sinto uma profunda e sincera inveja de todas elas. Quase entro em colapso tentando decidir o que usar pra sair... e escolher uma faculdade?! Um carro?! Há!
Eu dou minhas desculpas.... Que é coisa de mulher... É coisa de artista... É coisa de doido... Mas no fundo, eu gosto do complicado. Quando é fácil demais, eu acabo me entediando. Algumas pessoas adoram que as coisas caiam em suas mãos. Eu prefiro correr três quarteirões atrás da coisa enquanto ela tenta me impedir de todas as formas que pode.
Eu curto o difícil, o caos, a complexidade de ser assim.
Eu até me afeiçoei aos tais problemas...
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