O suor, o cheiro, a saudade que gruda nas minhas roupas e não sai mais. As cores desbotadas da parede, e o sol que me engana todo dia me fazendo acreditar que tudo vai mudar. Os lençóis sujos, as janelas fechadas, a porta entreaberta e as meias sem par, que nem eu, mostram que vai tudo ficar na merda.
O desejo não vai passar, a vontade não vai sumir, a dor não vai sanar, e nada no mundo vai me devolver os segundos preciosos que eu gastei chorando tua saudade. Não vê que é pecado?! Tratar tão mal quem lhe quer bem?! E quando termina dá o riso final. Fica com a última palavra e a dignidade intacta. É tão difícil enxergar minha dor? Porque eu sinto! Ah, eu sinto... Ela é palpável como qualquer outra coisa. E está presente todo santo dia, como um fardo que eu carrego por saber amar. E oscilo entre amor e ódio como quem oscila entre sono e tédio. E me desfaço em lágrimas de raiva, pra em minutos chorar de amor. Não consigo entender porque continuo assim, mas continuo. Na esperança de que um dia qualquer você acorde, tome seu café, e enquanto escova seus dentes olhe fundo nos seus olhos e se lembre de mim. Do meu sorriso, do meu cabelo, dos meus olhos, da minha voz... Que inebrie-se, e jogue água no rosto pra espantar meu fantasma. E que, como eu faço todas as manhãs, sinta uma urgência de mim.
Sinceramente? Eu quero que você morra, que sofra bem mais que eu! Será que ele quer voltar?! Será que ainda vou ter paz?!
Te amo.
Não te amo.
Amo!
Não te amo mais....
Nenhum comentário:
Postar um comentário