quinta-feira, 9 de junho de 2011

- Eu acho que não te amo.
- Hein?
- Eu acho que não te amo!
- Mas, depois de tanto tempo… Você não poderia ter percebido isso antes?
- Poder, poderia… Mas me arrependeria e voltaria pra você. Mesmo sem te amar.
- Acho que cada um tem seu tempo…
- Tempo de quê?
- De descobrir quem ama.
- Ah. E você, me ama?
- Você vai me perguntar isso depois de eu ter ouvido que você não gosta mais de mim?
- É. Então, ama?
- Amo… E nós dois?
- O que tem nós dois?
- Como é que fica?As lembranças, os presentes, as marcas na pele, nas paredes, na alma... Como fica isso tudo?
- A gente apaga. Nada disso importa. O importante é o amor, e o amor morreu.
-  Tem alguma coisa que possa te fazer mudar de ideia?
- Acho que não…
- Nem se eu disser que te amo?
- Mas você já disse.
- Não importa. Digo de novo. Se te fizer ficar…
- Mas eu não posso.
- Porque?
- Eu acho que não te amo.
- Acha?
- É, acho.
- Então você jogaria tudo que vivemos fora por que acha que não me ama mais?
- Eu não estou jogando tudo fora. Jogar tudo fora é esquecer, e eu não vou esquecer só porque não te amo mais.
- Só porque acha que não me ama mais. E quem pára de amar, esquece.
- Esquece?
- Aham. Você vai me esquecer?
- Eu acho que não… Ei, eu acho que ainda te amo.
- Acha?
- Acho.
- Então… vai ficar?
- Vou.

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